Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana.

27, número ímpar e cabalístico. Pois com a chegada dos 27 anos de idade, rockstars como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse morreram no auge de suas carreiras. A verdade é que desde criança quis ter uma banda de rock como eles, ensaiava escondida no quarto, na frente do espelho, seja como vocalista, guitarrista ou baterista. Mas o sonho de infância deu lugar a timidez. E, como o meu pai disse uma vez, tocar em uma banda é um dom que nasce com a gente. Bom, discordamos; até porque eu sei que a vontade/sonho dele era que eu jogasse futebol, área que eu também tenho zero habilidade e também não nasci com o tal dom.

me “restou” o Jornalismo, que também não nasci com nenhum dom especial, mas aprendi a gostar e a fazê-lo. Talvez o meu dom seja o das palavras, da escrita. Claro que alguém vai dizer que não, bom, eu discordo. Escrever me dá prazer desde o dia que o professor Aristídes, na quinta série, leu para toda a sala uma redação que eu havia feito sobre a Olimpíadas de Atenas, em 2004. Ganhei um A+ e mais 5 estrelinhas. Ali, eu soube que tinha aptidão para algo; escrever com sentimento, com verdade, expressar o que eu sentia e o que eu queria dizer por meio de letras, palavras, frases, parágrafos. Muito além de analisar quem é o sujeito e o predicado da oração. Hoje, obviamente, não estou no auge da minha carreira, e tá tudo bem; mesmo que não esteja nada realmente bem no mundo;

Talvez o show business não era para mim. Nunca saberemos. Mas posso afirmar que me encontrei no Jornalismo de tal forma que não me vejo fazendo outra coisa da vida. E, espero, que um dia eu possa contar para o meu professor Aristídes que a menina Paola cresceu e escolheu uma profissão por acreditar em algo que ele, como professor, deu um empurrãozinho incrível.

No último dia 18 de abril completei mais uma volta no Sol, sob o signo de áries com ascendente em capricórnio. Os especialistas diriam que é a própria treva o meu mapa astral, eu discordo. Pois sempre busco uma luz no fim túnel e muitas vezes sou a minha própria luz. Mas o fato é que os 27 anos chegam com aquele friozinho no estômago, aquela ansiedade típica de iniciar um novo ciclo, cheio de aprendizados, crescimento, erros e acertos. Mesmo tão recente a chegada dos 27, torço ainda mais pela chegada dos 28 anos, pois só assim terei certeza de que a minha vida não acabou tendo um fim trágico como os músicos do início desse texto.

Graduanda em Jornalismo - Unisinos | Redatora SEO | Assessora de Imprensa | Produtora de Conteúdo| Porto Alegre - RS

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